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Windows 7 promete obedecer ao usuário

Área de trabalho do Windows 7: atenção à barra de tarefas e à customização do visual Área de trabalho do Windows 7: atenção à barra de tarefas e à customização do visual (Reprodução)
Um sistema operacional que funciona do jeito que o usuário quer. Essa é a promessa do Windows 7, plataforma que a Microsoft coloca no mercado brasileiro no dia 22 de outubro. O desafio será grande. Afinal, o antecessor, o Windows Vista, decepcionou muitos, graças a um conjunto de erros que incluem incompatibilidade com periféricos e programas e lentidão no processamento de tarefas básicas.
VEJA.com recebeu com exclusividade a última versão do Windows 7. Para testá-la, convidou cinco usuários insatisfeitos com o Vista. Confira as notas que eles atribuíram ao novo sistema e os comentários que fizeram a respeito. Assista também ao vídeo a seguir, que mostra as novidades do novo sistema, como a área de trabalho personalizável, a barra de tarefas com ícones e também as mudanças no Movie Maker, editor de vídeos do Windows.




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Entrevista: Bob Stein

Atual mercado de livros vai falir, diz estudioso americano

Ele diz que editoras são resistentes a inovações como os leitores eletrônicos. Já os leitores deverão ser beneficiados pela tecnologia

Renata Honorato
Arquivo pessoal (Arquivo pessoal)
"A internet mudou os modelos de negócio na indústria da música, na indústria do vídeo e não há razão para não mudar o modelo de negócio na venda de livros"
Durante os últimos 30 anos, o americano Bob Stein vem se dedicando a aproximar o livro em seu formato tradicional, o papel, das inovações tecnológicas. Ele foi, por exemplo, artífice da primeira publicação em CD-ROM e acompanhou a gestação e evolução do leitor de livros eletrônicos, o e-reader - caso do Kindle, da livraria virtual Amazon. De olho na ascensão do e-book e de novos leitores, como os tablets, ele faz uma previsão nada animadora para as engrenagens do atual mercado livreiro, apoiado na impressão e distribuição do papel: "Essa estrutura econômica atual irá falir", diz Stein, que hoje dirige o Institute for the Future of the Book. Ao mesmo tempo, a previsão é animadora para os leitores. "Quando você estiver lendo uma obra on-line, por exemplo, poderá compartilhá-la via Twitter e Facebook. Os livros serão mais emocionantes e permitirão uma conversa muito mais social entre os leitores." Pouco antes de vir ao Brasil, no recente Fórum da Cultura Digital, promovido pelo Ministério da Cultura e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, ele concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA.
2010 é o ano do e-book?
Eu acho que 2010 será o começo, ou seja, o ano em que trocaremos a base impressa de leitura pela eletrônica. Essa transformação começou há dois anos. Mas se olharmos os números, especialmente em lugares como os Estados Unidos, onde o Kindle foi lançado, em 2007, perceberemos que somente neste ano estão sendo relatadas vendas elevadas de livros eletrônicos em espaços digitais - o contrário do que acontece com os livros tradicionais na internet.
O que mudou no setor editorial após a chegada do Kindle? 
Infelizmente, não aconteceram mudanças suficientes.
Por quê?
As editoras são muito resistentes em mudar a interface de seus produtos. A internet mudou os modelos de negócio na indústria da música, na indústria do vídeo e não há razão para não mudar o modelo de negócio na venda de livros. As editoras ainda se mantêm porque há um número razoável de lojas físicas que vendem livros impressos, mas, quando esse número começar a cair, elas terão de reconhecer que as pessoas não estão dispostas a gastar muito dinheiro com livros eletrônicos, a exemplo do que acontece hoje com os livros tradicionais. Então, o preço dos livros eletrônicos, que ainda é alto, cairá.
As editoras não estão preparadas para a nova fase dos e-books?
Elas não estão preparadas para a popularização dos e-books e para a superação dos livros impressos pelos digitais. Elas falam que estão se adaptando, mas não pensam em novos modelos de negócio. Essa estrutura econômica atual irá falir.
O senhor acha que o Kindle é o melhor leitor eletrônico do mercado?
Não. Eu acho que o Kindle é, na verdade, o pior dispositivo. Suas páginas não são vivas como as de papel. Além disso, ler em uma tela como a do iPad, do iPod Touch ou do iPhone é mais satisfatório para muitas pessoas.
Por quê?
Os textos nas telas de LCD são mais vibrantes. Também não acho que seja necessário existir um dispositivo exclusivo para a leitura.
Afinal, qual será o futuro do livro como o conhecemos hoje?
O futuro do livro segue em duas direções. O livro impresso se transformará em um objeto de arte. Em outras palavras, pessoas abastadas poderão comprar lindas versões de livros impressos. Eles terão mais ilustrações e servirão como um souvenir. Já a maioria dos livros terá como padrão o formato digital. Você poderá imprimi-lo, se quiser, e a leitura se tornará muito mais social e dinâmica. Quando você estiver lendo uma obra on-line, por exemplo, poderá compartilhá-la via Twitter e Facebook. Os livros serão mais emocionantes e permitirão uma conversa muito mais social entre os leitores.
O que o Institute for the Future of the Book pode fazer por isso?
Meu objetivo é dar opções aos autores de se expressarem através de fotos e vídeos, como uma forma diferente e flexível de manifestar ideias complexas. Estou falando de vídeo, texto e áudio, que juntos permitem uma melhor assimilação. Então, essa mídia enriquecida possui um poder complexo e valioso e seu resultado é muito mais eficiente.

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Wikileaks: Pequim ordenou ciberataque ao Google

Documentos sigilosos vazados pelo site mostrariam que o governo chinês patrocina ataques a computadores desde 2002

Um dos 251.287 documentos secretos vazados pelo site Wikileaks neste domingo confirma que o governo chinês autorizou o ciberataque sofrido pelo Google e por outras empresas em janeiro. Especialistas já apontavam a China como o país de origem dos ataques.
Na época, o gigante de buscas divulgou sua suspeita de que o governo chinês estava por trás da investida e quase interrompeu seus serviços no país. Em julho, contudo, renovou sua licença de atuação na China, com algumas limitações.
De acordo com o diário The New York Times, um dos primeiros jornais a ter acesso aos documentos secretos, um informante chinês confirmou a autoridades americanas que o ataque foi encomendado por Pequim. Os sistemas do Google no país foram sabotados por funcionários do governo, especialistas em segurança e hackers criminosos recrutados pela administração do país.
Contas de ativistas de direitos humanos e dissidentes políticos foram invadidas. De acordo com os documentos do Wikileaks, a China ataca, desde 2002, computadores do governo americano, de aliados ocidentais e de empresas dos Estados Unidos.
O Wikileaks é uma organização focada em revelar documentos secretos de interesse público. Além do Times, outras quatro publicações noticiosas tiveram acesso antecipado aos documentos: o jornal britânico The Guardian, o espanhol El País, o francês Le Monde e a revista alemã Der Spiegel.

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Computadores

Na Coreia do Sul, LG lança seu primeiro tablet

Dispositivo usa o sistema operacional Windows 7

E-Note H1000B, LG, Windows 7 (Divulgação)
A empresa de tecnologia LG começou a vender, nesta segunda-feira, seu primeiro tablet, o E-Note H1000B. Por enquanto, a comercialização está restrita ao mercado sul-coreano - que ainda não recebeu o rival iPad, da Apple.
O tablet da LG possui tela de LED de 10,1 polegadas sensível ao toque, 1 GB de memória, 16 GB de armazenamento, bluetooth, Wi-Fi e duas entradas USB. Para a surpresa da imprensa especializada em tecnologia, o tablet não possui câmera e usa a versão mais básica do Windows 7, a Starter Edition, que não permite trocar a imagem da área de trabalho. A marca pretende lançar em breve um tablet com o sistema operacional Android, do Google.

O E-Note H1000B sai por 850 dólares, o equivalente a 1.400 reais. O computador pesa cerca de 850 gramas, 150 a mais do que o concorrente da Apple.

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Windows faz 25 anos com fama de software 'onipresente'

Sistema da Microsoft está presente em 90% dos computadores do mundo

Área de trabalho do Windows 7: atenção à barra de tarefas e à customização do visual No 1º ano de lançamento, o Windows 7, atual sistema operacional da Microsoft, vendeu mais de 240 milhões de cópias (Reprodução)
O sistema operacional Windows comemora neste sábado seu 25º aniversário alcançando o patamar de um software onipresente que é usado em mais de 90% dos computadores de todo o mundo. No entanto, para alcançar o topo mais alto no segmento – tarefa nada fácil – Bill Gates e sua tropa de engenheiros buscou mudar o mundo da computação. E conseguiu.
Duelo de gigantes: Microsoft x Apple

O Windows 1.0 foi o primeiro produto da família Microsoft. Criado em 20 de novembro de 1985, o sistema teve uma estreia discreta, oferecendo poucas novidades ao mercado – e era relativamente limitado.

As críticas vieram rapidamente. Na época, especialistas chegaram a desprezar o serviço criado por Bill Gates e Paul Allen. O motivo: consideravam o serviço pouco revolucionário. "Ninguém que usasse a primeira versão teria imaginado que o Windows dominaria o mercado dos computadores 25 anos depois", admitiu o analista Jon Brodkin, em artigo para a revista especializada Network World.

Para Bill Gates, a primeira versão do Windows era "um software único desenhado para o usuário de PC sério". Ou seja, popularidade não seria seu maior símbolo. Pouco depois, alguns modelos de computadores chegaram às casas e nos escritórios americanos com o sistema operacional instalado - uma façanha comercial para a época.

Em 1987, os criadores do Windows botaram a mão na massa e lançaram a versão 2.0, projetada para os processadores Intel 286 e que já incluía o painel de controle, ícones de escritório, além de uma melhor qualidade gráfica que permitia sobrepor janelas. A atualização do Windows alavancou as vendas do programa e, em 1988, a Microsoft já iniciava o reinado na lista de empresas de software.

No entanto, a fama foi alcançada realmente em maio de 1990 com o lançamento do Windows 3.0. Na ocasião, Gates teve sorte: o período ficou marcado também pela popularização dos microcomputadores nos países mais desenvolvidos. O novo Windows já se assemelhava com o aspecto do atual, além de ter lançado o fundo de tela, o protetor de tela, os atalhos e populares jogos como Paciência e Campo Minado. O sucesso foi garantido: nos dois primeiros anos, a Microsoft vendeu mais de 10 milhões de cópias do Windows 3.0 e de sua atualização Windows 3.1.

Gates chegou a lançar o sistema direcionado para as empresas chamado Windows NT, em 1993, mas foi ofuscado pela estreia do Windows 95 – lançado em agosto de 1995 – marcando a história dos computadores. Nas primeiras cinco semanas, as vendas registraram mais de sete milhões de cópias autenticadas do sistema operacional traduzido em 12 idiomas, que estava preparado para a era da internet e já operava em 80% dos computadores do mundo.

Entre 1998 e 2000, o gigante da tecnologia lançou Windows 98, Windows 2000 e Windows Millenium Edition. Este último, por sua vez, foi considerado a maior decepção do Windows, apelidada pelas revistas especializadas de "Mistake Edition" (edição fracassada) e apontada como um dos piores produtos tecnológicos de todos os tempos.
A trajetória bem-sucedida continuou, embora a sombra do Windows 95 tenha pesado sobre as seguintes atualizações que não convenceram a maioria dos usuários até o nascimento do Windows XP em outubro de 2001. O produto estabeleceria o padrão moderno do sistema operacional da Microsoft, ao ponto de continuar com o título de software mais popular quase uma década após seu lançamento.

Cinco anos depois, foi a vez da chegada do Vista, outro modelo muito criticado por especialistas – e consumidores domésticos. Muitos deles, inconformados com a sequência de problemas envolvendo segurança e velocidade, preferiram retornar ao antigo modelo XP. Ao todo, foram 180 milhões de cópias vendidas do Vista.

O último sistema operacional da Microsoft, o Windows 7, nasceu em 2009 registrando mais de 240 milhões de vendas do produto em seu primeiro ano de vida. Se o ritmo continuar, calcula-se que o sucesso histórico do XP ficará para trás em dois anos e meio.

Hoje, o domínio da Microsoft é absoluto. Segundo recente pesquisa da consultoria Gartner, 9 entre 10 computadores usados em todo o mundo tem como sistema operacional um modelo Windows. A cada ano, cerca de 300 milhões de novos computadores com o software da empresa são vendidos no mundo. E um nova versão do produto está por vir.

Especula-se que o ano de 2012 será marcado pelo lançamento do Windows 8 – e recheado de novidades, como suporte a filmes e games em 3D, um sistema mais eficiente para suportar novos programas e uma loja de aplicativos. É a Microsoft tentando se reinventar e manter a hegemonia no segmento com estratégias já vistas nos rivais.
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