Windows 7 promete obedecer ao usuário
VEJA.com recebeu com exclusividade a última versão do Windows 7. Para testá-la, convidou cinco usuários insatisfeitos com o Vista. Confira as notas que eles atribuíram ao novo sistema e os comentários que fizeram a respeito. Assista também ao vídeo a seguir, que mostra as novidades do novo sistema, como a área de trabalho personalizável, a barra de tarefas com ícones e também as mudanças no Movie Maker, editor de vídeos do Windows.
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Entrevista: Bob Stein
Atual mercado de livros vai falir, diz estudioso americano
Ele diz que editoras são resistentes a inovações como os leitores eletrônicos. Já os leitores deverão ser beneficiados pela tecnologia
Renata Honorato
"A internet mudou os modelos de negócio na indústria da música, na indústria do vídeo e não há razão para não mudar o modelo de negócio na venda de livros"
2010 é o ano do e-book?
Eu acho que 2010 será o começo, ou seja, o ano em que trocaremos a base impressa de leitura pela eletrônica. Essa transformação começou há dois anos. Mas se olharmos os números, especialmente em lugares como os Estados Unidos, onde o Kindle foi lançado, em 2007, perceberemos que somente neste ano estão sendo relatadas vendas elevadas de livros eletrônicos em espaços digitais - o contrário do que acontece com os livros tradicionais na internet.
O que mudou no setor editorial após a chegada do Kindle?
Infelizmente, não aconteceram mudanças suficientes.
Por quê?
As editoras são muito resistentes em mudar a interface de seus produtos. A internet mudou os modelos de negócio na indústria da música, na indústria do vídeo e não há razão para não mudar o modelo de negócio na venda de livros. As editoras ainda se mantêm porque há um número razoável de lojas físicas que vendem livros impressos, mas, quando esse número começar a cair, elas terão de reconhecer que as pessoas não estão dispostas a gastar muito dinheiro com livros eletrônicos, a exemplo do que acontece hoje com os livros tradicionais. Então, o preço dos livros eletrônicos, que ainda é alto, cairá.
As editoras não estão preparadas para a nova fase dos e-books?
Elas não estão preparadas para a popularização dos e-books e para a superação dos livros impressos pelos digitais. Elas falam que estão se adaptando, mas não pensam em novos modelos de negócio. Essa estrutura econômica atual irá falir.
O senhor acha que o Kindle é o melhor leitor eletrônico do mercado?
Não. Eu acho que o Kindle é, na verdade, o pior dispositivo. Suas páginas não são vivas como as de papel. Além disso, ler em uma tela como a do iPad, do iPod Touch ou do iPhone é mais satisfatório para muitas pessoas.
Por quê?
Os textos nas telas de LCD são mais vibrantes. Também não acho que seja necessário existir um dispositivo exclusivo para a leitura.
Afinal, qual será o futuro do livro como o conhecemos hoje?
O futuro do livro segue em duas direções. O livro impresso se transformará em um objeto de arte. Em outras palavras, pessoas abastadas poderão comprar lindas versões de livros impressos. Eles terão mais ilustrações e servirão como um souvenir. Já a maioria dos livros terá como padrão o formato digital. Você poderá imprimi-lo, se quiser, e a leitura se tornará muito mais social e dinâmica. Quando você estiver lendo uma obra on-line, por exemplo, poderá compartilhá-la via Twitter e Facebook. Os livros serão mais emocionantes e permitirão uma conversa muito mais social entre os leitores.
O que o Institute for the Future of the Book pode fazer por isso?
Meu objetivo é dar opções aos autores de se expressarem através de fotos e vídeos, como uma forma diferente e flexível de manifestar ideias complexas. Estou falando de vídeo, texto e áudio, que juntos permitem uma melhor assimilação. Então, essa mídia enriquecida possui um poder complexo e valioso e seu resultado é muito mais eficiente.
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Wikileaks: Pequim ordenou ciberataque ao Google
Documentos sigilosos vazados pelo site mostrariam que o governo chinês patrocina ataques a computadores desde 2002
Um dos 251.287 documentos secretos vazados pelo site Wikileaks neste domingo confirma que o governo chinês autorizou o ciberataque sofrido pelo Google e por outras empresas em janeiro. Especialistas já apontavam a China como o país de origem dos ataques.Na época, o gigante de buscas divulgou sua suspeita de que o governo chinês estava por trás da investida e quase interrompeu seus serviços no país. Em julho, contudo, renovou sua licença de atuação na China, com algumas limitações.
De acordo com o diário The New York Times, um dos primeiros jornais a ter acesso aos documentos secretos, um informante chinês confirmou a autoridades americanas que o ataque foi encomendado por Pequim. Os sistemas do Google no país foram sabotados por funcionários do governo, especialistas em segurança e hackers criminosos recrutados pela administração do país.
Contas de ativistas de direitos humanos e dissidentes políticos foram invadidas. De acordo com os documentos do Wikileaks, a China ataca, desde 2002, computadores do governo americano, de aliados ocidentais e de empresas dos Estados Unidos.
O Wikileaks é uma organização focada em revelar documentos secretos de interesse público. Além do Times, outras quatro publicações noticiosas tiveram acesso antecipado aos documentos: o jornal britânico The Guardian, o espanhol El País, o francês Le Monde e a revista alemã Der Spiegel.
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Computadores
Na Coreia do Sul, LG lança seu primeiro tablet
Dispositivo usa o sistema operacional Windows 7
O tablet da LG possui tela de LED de 10,1 polegadas sensível ao toque, 1 GB de memória, 16 GB de armazenamento, bluetooth, Wi-Fi e duas entradas USB. Para a surpresa da imprensa especializada em tecnologia, o tablet não possui câmera e usa a versão mais básica do Windows 7, a Starter Edition, que não permite trocar a imagem da área de trabalho. A marca pretende lançar em breve um tablet com o sistema operacional Android, do Google.
O E-Note H1000B sai por 850 dólares, o equivalente a 1.400 reais. O computador pesa cerca de 850 gramas, 150 a mais do que o concorrente da Apple.
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Windows faz 25 anos com fama de software 'onipresente'
Sistema da Microsoft está presente em 90% dos computadores do mundo
Duelo de gigantes: Microsoft x Apple
O Windows 1.0 foi o primeiro produto da família Microsoft. Criado em 20 de novembro de 1985, o sistema teve uma estreia discreta, oferecendo poucas novidades ao mercado – e era relativamente limitado.
As críticas vieram rapidamente. Na época, especialistas chegaram a desprezar o serviço criado por Bill Gates e Paul Allen. O motivo: consideravam o serviço pouco revolucionário. "Ninguém que usasse a primeira versão teria imaginado que o Windows dominaria o mercado dos computadores 25 anos depois", admitiu o analista Jon Brodkin, em artigo para a revista especializada Network World.
Para Bill Gates, a primeira versão do Windows era "um software único desenhado para o usuário de PC sério". Ou seja, popularidade não seria seu maior símbolo. Pouco depois, alguns modelos de computadores chegaram às casas e nos escritórios americanos com o sistema operacional instalado - uma façanha comercial para a época.
Em 1987, os criadores do Windows botaram a mão na massa e lançaram a versão 2.0, projetada para os processadores Intel 286 e que já incluía o painel de controle, ícones de escritório, além de uma melhor qualidade gráfica que permitia sobrepor janelas. A atualização do Windows alavancou as vendas do programa e, em 1988, a Microsoft já iniciava o reinado na lista de empresas de software.
No entanto, a fama foi alcançada realmente em maio de 1990 com o lançamento do Windows 3.0. Na ocasião, Gates teve sorte: o período ficou marcado também pela popularização dos microcomputadores nos países mais desenvolvidos. O novo Windows já se assemelhava com o aspecto do atual, além de ter lançado o fundo de tela, o protetor de tela, os atalhos e populares jogos como Paciência e Campo Minado. O sucesso foi garantido: nos dois primeiros anos, a Microsoft vendeu mais de 10 milhões de cópias do Windows 3.0 e de sua atualização Windows 3.1.
Gates chegou a lançar o sistema direcionado para as empresas chamado Windows NT, em 1993, mas foi ofuscado pela estreia do Windows 95 – lançado em agosto de 1995 – marcando a história dos computadores. Nas primeiras cinco semanas, as vendas registraram mais de sete milhões de cópias autenticadas do sistema operacional traduzido em 12 idiomas, que estava preparado para a era da internet e já operava em 80% dos computadores do mundo.
Entre 1998 e 2000, o gigante da tecnologia lançou Windows 98, Windows 2000 e Windows Millenium Edition. Este último, por sua vez, foi considerado a maior decepção do Windows, apelidada pelas revistas especializadas de "Mistake Edition" (edição fracassada) e apontada como um dos piores produtos tecnológicos de todos os tempos.
A trajetória bem-sucedida continuou, embora a sombra do Windows 95 tenha pesado sobre as seguintes atualizações que não convenceram a maioria dos usuários até o nascimento do Windows XP em outubro de 2001. O produto estabeleceria o padrão moderno do sistema operacional da Microsoft, ao ponto de continuar com o título de software mais popular quase uma década após seu lançamento.
Cinco anos depois, foi a vez da chegada do Vista, outro modelo muito criticado por especialistas – e consumidores domésticos. Muitos deles, inconformados com a sequência de problemas envolvendo segurança e velocidade, preferiram retornar ao antigo modelo XP. Ao todo, foram 180 milhões de cópias vendidas do Vista.
O último sistema operacional da Microsoft, o Windows 7, nasceu em 2009 registrando mais de 240 milhões de vendas do produto em seu primeiro ano de vida. Se o ritmo continuar, calcula-se que o sucesso histórico do XP ficará para trás em dois anos e meio.
Hoje, o domínio da Microsoft é absoluto. Segundo recente pesquisa da consultoria Gartner, 9 entre 10 computadores usados em todo o mundo tem como sistema operacional um modelo Windows. A cada ano, cerca de 300 milhões de novos computadores com o software da empresa são vendidos no mundo. E um nova versão do produto está por vir.
Especula-se que o ano de 2012 será marcado pelo lançamento do Windows 8 – e recheado de novidades, como suporte a filmes e games em 3D, um sistema mais eficiente para suportar novos programas e uma loja de aplicativos. É a Microsoft tentando se reinventar e manter a hegemonia no segmento com estratégias já vistas nos rivais.
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